quinta-feira, 14 de março de 2013


Clarice Lispector


   A TV Cultura teve a honra de entrevistar uma das maiores escritora do Brasil, Clarice Lispector. A entrevista foi exibida em 1977, mesmo ano de seu falecimento.  Clarice aborta muitos assuntos na entrevista, e fala sobre seu sobrenome “LISPECTOR”, que vem do latim.  Foi casada com um diplomata. Ela passou por muitos lugares do Brasil. Veio da Rússia e passou a morar no Nordeste, e, depois veio para o Rio de Janeiro. O sotaque da diva, é muito diferente, pois passou por muitos lugares, e a língua presa, fazia com que dificultasse o entendimento auditivo dos telespectadores.  O ano de seu nascimento é indefinido, mas é provável que seja 10 de dezembro de 1920.  Na entrevista a diva Clarice, parece muito debilitada e triste, devido ao câncer que teve.  Ela gostava de escrever de manhã, acordava entre 4h30 ou 5h da manhã, ficava fumando e bebendo café.  Ao decorrer da entrevista, a diva fala: “Eu me sinto morta quando não escrevo”, e, comentou também que escrevia para se sentir livre de si mesma.

Veja um pequeno trecho desta entrevista:
                

Influência indígena nas palavras:

  De acordo com as palavras encontradas no livro“Os Índios do Brasil”, pude concluir que há muitas palavras que foram influenciadas para o nosso vocabulário.
Foto retirada do site: eco4u.wordpress.com
  A forma na qual eles-os índios-, escrevem, é de modo muito diferente, mas o significado não deixa de ser o mesmo.  Não foi difícil encontrar algumas palavras para sabermos a influência dela em nosso vocabulário; a pesquisa foi feita em livros e em seguida em um dicionário. UYBA, por exemplo, significa FLECHA, a tradução é de certa forma muito diferente da palavra indígena, onde muitos nem imaginavam, assim como eu.  Pajé é uma dessas palavras, pensava que significava um homem poderoso, o “dono da aldeia” onde vive, mas na verdade, significa FEITICEIRO, que ou quem encantam, seduz.

"Festa" - Wander Piroli.


Foto retirada do blog: medeirosjotabe.blogspot.com

  O conto fala sobre dois meninos, um mais velho e outro mais novo, que estavam acompanhados com um crioulão de roupa limpa e remendada.  Então os três vão para o fundo do salão, e um homem de cabeça pelada se dirige até eles para ver o que desejavam. Então o homem pergunta quanto ficava uma cerveja, dois guaranás e dois pãezinhos, e o homem de cabeça pelada respondeu “Duzentos e vinte”. O homem de cabeça pelada pergunta se ele quer que molhe os pães no molho, e fala também que ficara o mesmo preço.  Então o homem com roupa remendada pega a cerveja, e os dois meninos comem os sanduíches com meia almôdegas em cada pão, parece que eles não tem pressa de nada, enquanto o homem bebe sua cerveja com muita atenção nos meninos, os meninos comem sem nenhuma preocupação.

"Cem anos de perdão" - Clarice Lispector


Foto retirada do site: www.hsw.uol.com.br 

  O conto fala sobre duas meninas, que andavam pelas ruas dos ricos, em Recife, que entre os palacetes que ficavam no centro de grandes jardins, iam decidindo de quem pertencia os lindos palacetes. “Aquele branco é meu.” “Não, eu já disse que os brancos são meus.” “Mas esse não é totalmente branco, tem janelas verdes.”
  Devido esse tipo de brincadeira, as meninas pararam em um palacete, onde no fundo havia um pomar, e lá havia belas rosas. Uma das meninas ficou encantada com uma linda rosa, e já que não tinha nenhum jardineiro e ninguém por perto, a menina decidiu roubar a rosa. E foi a partir daí, que ela começou a roubar rosas de jardins, e, pitangas de uma igreja, e um ladrão que rouba rosas e pitangas merece cem anos de perdão.  “As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem para ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens”- Clarice Lispector.

quinta-feira, 7 de março de 2013

 O anjo de Pedro

Foto retirada do site: www.papeisdeparedehd.com

   No clarão do meio-dia, Pedro caminhava pela terra quente e seca. Tudo que ele queria era encontrar uma sombra para dar uma pausa em sua caminhada.   Ao subir o morro, atrás das dunas Pedro continua caminhando, sem um certo destino.Pela frente, ele avista uma pessoa, toda de branco, com uma roupa que cobrira o corpo todo.   Como qualquer outra criança, Pedro correra atrás da pessoa, para lhe perguntar o porquê de tanta roupa em um dia tão quente. Quanto mais Pedro corria, mais longe a pessoa ia ficando, então gritou:       -EI! Por que tanta roupa em um dia tão quente?   A pessoa não respondera... Pedro finalmente encontra uma sombra, estava com muita sede, mas não havia água por perto.   Pedro era uma criança iluminada por Deus, a sede era muita, e o desespero maior ainda. Então o homem avistado por Pedro, vem em sua direção, com um copo de água e um pedaço de pão. E Pedro retornara a perguntar:        -Senhor, por que tanta roupa em um dia tão quente? E o homem respondera:        -Anjos não sentem calor, menino de Deus.        -E por que os anjos vêm á terra, sendo que seu lugar é no céu?        -Os anjos vêm á terra para ajudar os filhos de Deus, como você.   Pedro, um pouco confuso, bebe a água e come o pão que o anjo trouxe e logo o agradece.      -Homem de Deus, obrigado pela água e pelo pão, a conversa está boa, mas preciso ir embora, minha mãe está me esperando, pois tenho que ajudá-la em alguns deveres da casa.   O anjo simplesmente some, Pedro ficara muito feliz, e, emocionado, ao saber que Deus, sempre lembra de seus filhos que estão na terra.

Um parto inesquecível


Foto retirada do blog: babbadosmonstruososdamh.blogspot.com 

   Era um domingo, estava um calor insuportável, saí de casa e fui para o centro da cidade, lá havia muitas pessoas-estava tendo uma palestra de como prevenir a AIDS. Distribuíam muitos preservativos, para jovens e adultos.   Voltando para casa, peguei um ônibus, dentro havia 06 (seis) pessoas, um pescador, um estudante, um trabalhador, uma grávida, um homem “sinistro” e um adolescente. Entrei no ônibus e sentei lá no fundo, onde não havia ninguém, apenas eu e minha música.   Com o trânsito, o ônibus estava demorando de mais  para chegar ao meu ponto;  estava mais de 1 (uma) hora dentro do ônibus. Então a mulher grávida começou a se contorcer e a gritar muito, então fui até ela e perguntei seu nome:      -Olá senhora! Acalme-se e me diga seu nome.      -Meu nome é Socorro! Ajude-me! –Disse ela com muita dor.      -Seria parto normal?- Pergunto com a voz trêmula com medo da resposta.     -Sim, tenho dilatação para ter o bebê em parto normal!   Então às pressas peguei meu casaco, deitei-a no chão e levantei seu vestido, e disse:     -Vai Socorro, força, já da para ver seu bebê!   E ela gritava de dor, mas quando menos esperamos, o bebê vem aos meus braços... Então envolvo o bebê em meu casaco e corto o cordão umbilical com a peixeira do pescador. Então o motorista seguiu a caminho do hospital. Socorro me agradeceu enormemente por ter salvado ela e seu bebê. E em minha homenagem colocou o nome de sua filha de Raquel.